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sexta-feira, 20 de abril de 2012

O mito da palavra.



A incomunicabilidade humana é um fato.

Em parte pela nossa natural dificuldade, em parte porque “a alma do outro é uma floresta escura”, como disse o poeta Rainer Maria Rilke, meu autor de cabeceira.

Diante dela hesitamos, entre fascínio, medo e desejo: a ferramenta para abrir esse território é a palavra, com seu parceiro, o silêncio. Não sabemos bem o que fazer com nenhum dos dois, assombrados pelo mito de uma união ideal , uma comunicação total que nos salvasse do isolamento (ou do vazio).

Dizem que a boa comunicação é tudo, mas sem querer produzimos mal-entendidos e mágoas involuntários. A realidade é que nos comunicamos pouco, e mal, e somos assim.

Essa é uma condição natural dos humanos, como nascer com algum defeito físico do qual não temos culpa, mas perturba.

Além disso, há no outro uma reserva de mistério, um desejo de privacidade, que se defende de intrusões, por mais ansiedade que isso nos cause.

As almas não vestem uniformes como nos antigos internatos ou nas festas modernas: somos individualidades entre as quais aqui e ali se constrói uma ponte, mas também se erguem paredes, que podem ser de vidro ou pedra bruta.

Saber se comunicar no trabalho, no cotidiano e na vida pessoal, é uma dádiva. Abre portas e janelas, promove generosidade e acolhimento. Mas é raro.

Em geral somos enrolados, somos tímidos, guardamos rancor , ou somos arrogantes – outra face da insegurança e do medo.

De saída olhamos o outro com suspeita, será que ele me entende? Será que fala a verdade? Será que posso baixar a guarda?

O mito da palavra perfeita que produziria o diálogo absoluto salvando-nos do isolamento e impedindo mal-entendidos torna mais crítico o problema.

Por ser na comunicação que se baseia boa parte de nossas relações afetivas, educação, trabalho e progresso, essa expectativa infundada pode ser fatal.

Casamentos, família, trabalho, projetos podem acabar em decepção: porque desejamos a perfeição, não conseguimos produzir o razoável.

Nossa ambiguidade não ajuda: quero amar, mas não quero que o outro descubra o que preciso esconder, e quem sabe ele há de querer me controlar.

Penso em ficar só, mas minha natureza pede diálogo e afeto.

Uma vida dividida numa boa relação é com certeza uma vida enriquecida. Mas, e se eu for traído? Mal interpretado? Se eu me machucar?

Temos medo de falar, e de calar, terror de não ser ouvidos, e de ser escutados.

Quero falar, mas exijo ser inteiramente compreendido , e assim me frustro; prefiro calar para não assumir a responsabilidade sobre o efeito das minhas palavras, e assim me isolo.

Em todos os relacionamentos – amoroso, familiar, entre amigos, entre mestres e alunos, entre artistas e seu público, com cientistas ou lavradores – a comunicação é raiz de muito desencontro.

Quando porém floresce, são pétalas de maravilha, pura música ( mesmo para quem distinga uma só nota e desafine ).
 
Lya Luft

O pai e o filho na montanha.


De repente, o menino cai, se machuca e grita:

- Ai!!!

Para sua surpresa, escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha:

- Ai!!!

Curioso o menino pergunta:

- Quem é você?

E recebe como resposta:

- Quem é você?

Contrariado grita:

- Seu covarde!

E escuta como resposta:

- Seu covarde!

O menino olha para o pai e pergunta, aflito:

- O que é isso?

O pai sorri e fala:

- Meu filho, preste atenção,

Então o pai grita em direção à montanha:

- Eu admiro você!

A voz responde:

- Eu admiro você!

De novo, o homem grita:

- Você é um campeão!

A voz responde:

- Você é um campeão!

O menino fica espantado. Não entende.

E o seu pai explica:

- As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a VIDA.

A VIDA lhe dá de volta tudo o que você DIZ, tudo o que você DESEJA DE BEM E MAL AOS OUTROS. A VIDA lhe devolverá toda BLASFÊMIA, INVEJA, INCOMPREENSÃO, FALTA DE HONESTIDADE que você desejou, praguejou às pessoas que lhe cercam.

NOSSA VIDA é simplesmente o REFLEXO das nossas ações.

Se você quer mais AMOR, COMPREENSÃO, SUCESSO, HARMONIA, FIDELIDADE crie mais AMOR, COMPREENSÃO, HARMONIA, no seu coração.

Se agir assim, A VIDA lhe dará FELICIDADE, SUCESSO, AMOR das pessoas que lhe cercam.

A influência das palavras.

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:

- Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.

Alguns que passavam o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro.

Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.

Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?

- Vamos lá. Só tenho a ganhar!, respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.

Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e há certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.

Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair de mendiingo para tão alta posição.

Contou ele:

- Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:

- Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida!

- Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!

As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:

- Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando e conspira contra vc

Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito.

Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero e leia a bíblia.”

Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa e ler a bíblia:

- Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.

E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje.

Tive apenas que entender o Poder das Palavras.

E a palavra de Deus, me ensinou isso.

Por isso enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos,

a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, porque creia há poder em nossas palavras..

Uma repórter, ironicamente, questionou:

- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor:
"Claro que não!  Primeiro eu tive que acreditar nelas!"

O menino e a cicatriz.

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam
franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.

A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:

- Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o primeiro a entrar em sala de aula, e o ultimo a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.

O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás.

Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a
imposição do colégio, com uma condição.

Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ.

A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:

- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:

Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha
mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...

A turma estava em silencio atenta a tudo . O menino continuou:

- Além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.

Silêncio total em sala.

- Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira
começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu
irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora,
havia muita fumaça, as paredes que eram de madeiras pegavam fogo e estava muito
quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:

- ' Minha filhinha esta lá dentro!'

Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...

Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e coloquei ele no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar.

Saí entre as pessoas e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava.

Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste
momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...

A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada, então o menino continuou:

- Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha beija porque sabe que é marca de AMOR.

Para você que leu esta história, quero dizer que o mundo está cheio de CICATRIZES. Não falo da CICATRIZEs visíveis mas das cicatrizes que não são vistas, mas devemos estar sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações. Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, morreu em nosso lugar, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES.. Essas também são marcas de AMOR.

" Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Apenas ame, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação. "

A arte de ensinar



"Dia desses um garoto de oito anos contava para a mãe suas experiências na sala de aula. Comentava sobre cada professor, sua maneira de ser e de transmitir ensinamentos.

Dizia que gostava muito das aulas de uma determinada professora, embora não gostasse muito da matéria.

Comentava, ainda, que detestava ter que assistir as aulas de sua matéria preferida porque não gostava da professora.

Dizia, com a franqueza que a inocência infantil permite: A professora de História está sempre de mau humor. Ela grita com a gente por qualquer motivo e nunca sorri.

Quando passa uma lição e algum aluno não faz exatamente como ela mandou, faz um escândalo. Todos os alunos têm medo dela.

Já a professora de Português está sempre sorrindo. Brinca com a turma e só chama atenção quando alguém está atrapalhando a aula. Eu até fiz uma brincadeira com ela um dia desses, e ela riu muito.

Depois de ouvir atentamente, a mãe lhe perguntou: E por que você não gosta das aulas de religião, filho?

Ah, falou o menino, o professor é grosseiro e cínico. Critica todos os alunos que têm crença diferente da dele e diz que estão errados sempre que não respondem o que ele quer ouvir.

E, antes de sair para suas costumeiras aventuras com os colegas, o garoto acrescentou: Agora eu sei que, por mais complicada seja a matéria, o que faz diferença mesmo, é o professor."

De uma conversa entre mãe e filho, aparentemente sem muita importância, podemos retirar sérias advertências.

E uma delas é a responsabilidade que pesa sobre os ombros daqueles que se candidatam a ensinar.

Muitos se esquecem de que estão exercendo grande influência sobre as mentes infantis que lhes são confiadas por pais desejosos de formar cidadãos nobres.

Talvez pensando mais no salário do que na nobreza da profissão, alguns tratam os pequenos como se fossem culpados por terem que passar longas horas numa sala de aula.

Mais grave ainda, é quando se arvoram a dar aulas de Religião e agridem as mentes infantis com a arrogância de que são donos da verdade, semeando no coração da criança as sementes do cepticismo.

Quem aceita a abençoada missão de ensinar, deve especializar-se nessa arte de formar os caracteres dos seus educandos, muito mais do que adestrar-se em passar informações pura e simplesmente.

É preciso que aqueles que se dizem professores tenham consciência de que cada criatura que passa por uma sala de aula, levará consigo, para sempre, as marcas indeléveis de suas lições. Sejam elas nobres ou não.

É imprescindível que os educadores sejam realmente mestres, no verdadeiro sentido do termo.

Que ensinem com sabedoria, entusiasmo e alegria.

Que exemplifiquem a confiança, a paz, a amizade, o companheirismo e o respeito.

E aquele que toma sobre si a elevada missão de ensinar Religião, deverá estar revestido de verdadeira humildade e da mais pura fraternidade, a fim de colocar Deus acima de qualquer bandeira religiosa.

Deverá religar a criatura ao seu Criador, independente da Religião que esta professe, sem personalismo e sem o sectarismo deprimente, que infelicita os seres e os afasta de Deus.

Por fim, todo professor deverá ter sempre em mente que a sua profissão é uma das mais nobres, porque é a grande responsável por iluminar consciências e formar cidadãos de bem.

* * *

Mestre verdadeiro é aquele que ajuda a esculpir nas almas as mais belas lições de sabedoria.

Verdadeiro professor é aquele que toma das mãos do homem, ainda criança, e o conduz pela estrada segura da honestidade e da honradez.

O verdadeiro mestre é aquele que segue à frente, sinalizando a estrada com os próprios passos, com o exemplo do otimismo e da esperança.



Autor:
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Lindo Filme: Santo Agostinho

Buscando entender melhor a filosofia de Santo Agostinho, assisti ao filme e pude não só entender sua dialética, como presenciar uma história de FÉ.

Em um trecho do filme, presenciei também o quanto o papel de uma mãe virtuosa é decisiva na vida dos filhos, pois estes nem sempre sabem por onde seguir, erram bastante (quem nunca errou que atire a primeira pedra), desvirtuam-se, mas uma MÃE (sempre faço menção que as mães são anjos que Deus enviou para tomar conta dos SEUS filhos aqui na terra) pode fazer toda a diferença em suas vidas.
Não passando a mão em suas cabeças, apoiando os mal feitos, muito pelo contrário, uma mãe que sabe a hora de dizer NÃO, que sabe dizer com todas as letras VOCÊ ESTÁ ERRADO!
No filme o Santo Agostinho pergunta a mãe por que ela não o olha nos olhos, se ela não o ama. E mesmo ela o amando mais que tudo foi capaz de dizer:
- Não, eu NÃO O AMO! 
A partir desse momento a história de sua vida começa a mudar...
(Vocês têm que assistir para saberem o final,rsrs)

Muitos devem estar perguntando-se: Por que esse post? Qual a serventia que ele tem? Quais os reais anseios da escritora do mesmo? O que um filme tão antigo tem a ver com a nossa realidade?
Eu posso "tentar" responder algumas dessas questões:
Fui influenciada por um mestre a escrever sempre que tivesse vontade, e lembrem-se esse é meu espaço, rsrsr
Serviu para mim em vários sentidos, primeiro consegui entender o filósofo Santo Agostinho (lembram que comentei que fui levada a assistir ao filme com esse intuito?), segundo as lições de vida explicitadas alí não são antigas e são ao mesmo tempo, afinal por mais que o mundo gire, que a história seja modificada pelo homem, este não deixa de ser levado por suas paixões, induzindo-o quase sempre aos mesmos erros, aos mesmos tropeços. Enfim, em certos momentos vi-me ali, como o filho que por vezes perde-se no caminho e tem, graças a Deus, uma mãe sempre pronta para ajudá-lo a recomeçar. Vi-me também como mãe que tenta está presente o máximo possível na vida do filho (mesmo não sendo tão fácil, afinal com a modernidade, a igualdade tão almejada pelas mulheres no campo profissional, o tempo anda cada vez mais escasso), orientando-o, dizendo não várias vezes, não por maldade, mas por necessidade , tentando, dessa forma, fazer com que ele aprenda o verdadeiro valor da vida, rezando para que ele continue sendo tão íntegro, honesto, verdadeiro e AMIGO, não só comigo, porém com todos...
Não sei se sabem eu sou professora de língua portuguesa, leciono a crianças, quase adolecentes (costumo dizer aborrecentes, eles adoram quando digo que são pré aborrecentes,srsrs) e deparo-me com tanta negligência, tantos pais que não acompanham seus filhos, não os dão carinho, atenção, amor, companheirismo, não ensinam-os bons modos, não sabem dizer não (esse problema acarretada muitos outros), fico angustiada em imaginar que essas crianças que são, quer queiramos ou não, o futuro de nosso país, vivem dessa forma, rejeitadas, jogadas... Como será o nosso futuro? Se imaginamos que hoje está tão ruim, olhar para um futuro presenciando um presente tão desastroso como esse é de cortar o coração...
Tudo bem, vocês podem estar mais uma vez perguntando: O que nós temos a ver com isso???
Eu respondo novamente: TUDO! Nós temos tudo a ver, pois se não pararmos de olhar somente pros próprios umbigos e percebermos que existe muito mais em nossa volta, nada vai mudar, eu disse NADA. E queridos, podem ter certeza, se mudar vai ser pra pior.
E eu os pergunto agora: PODE FICAR PIOR??? Deixo essa perguntinha pra vocês responderem. Pensem, reflitam, mas façam mais que isso, AJAM, MUDEM, COLABOREM, EDUQUEM, AMEM SEUS FILHOS, PAIS, IRMÃOS, PRIMOS, TIOS, AVÓS, VIZINHOS, AMIGOS... FAÇAM VALER A PENA ESTAR VIVOS!

Tenho que voltar pros estudos, porém termino o post de hoje com mais uma passagem do belíssimo filme "Santo Agostinho", espero que vejam e gostem tanto quanto eu gostei :)

"Amor resiste na adversidade, mostra prudência na prosperidade, é forte no sofrimento, alegra-se com boas novas, está acima da tentação.
Ele é generoso na hospitalidade, agradável entre verdadeiros irmãos, paciente com a falta de fé.
Este é o espírito dos livros sagrados, a virtude da profecia, a salvação dos mistérios, é a força do conhecimento, a generosidade da fé, a riqueza para os pobres, vida aos moribundos, O AMOR É TUDO!"


Uratinai Ketlis
10/04/2012

domingo, 8 de abril de 2012

Questão de Introdução ao Estudo do Direito

01. Para Nicolas Timascheff (O direito, a ética, o poder, in: O direito e a vida social, de Zahide e A. L. Machado Neto, São Paulo, Ed. Nacional, 1966, p. 161 e s.), no gênero ético, encontram-se três espécies de normas: as de direito, as da moral e as dos costumes (o autor refere-se ao costume social, não ao jurídico). Explica o autor: “O Direito exerce sua pressão social a partir do centro ativo do Poder. Na moral e nos costumes sociais a pressão social é exercida pelo grupo social não organizado”.

 Utilizando como base, ou ponto de partida, a assertiva acima, discorra sobre o que diferencia as normas jurídicas das demais normas.

RESPOSTA:

            Os seres humanos não podendo viver sozinhos, juntaram-se uns aos outros formando assim uma sociedade, esta por sua vez precisava de regras para que podessem conviver em harmonia. A partir desse pensamento surgiu o direito procurando assim melhorar as condições sociais e estabelecer regras justas de conduta.

            As normas consistem em exigir de uma sociedade condutas adequadas aos interesses coletivos. Esses princípios visam disciplinar, assegurar e orientar atividades para que sejam empregadas de forma normal e eficaz.

            No contexto social encontram-se vários tipos de normas, de processos adaptativos com o fim de direcionar e ordenar o comportamento humano. Ao mesmo tempo em que visam o bem-estar da sociedade, diferem-se na forma em que são tratadas, observadas e seguidas.

            As normas éticas, morais são inerentes ao ser humano, são internas e não há o emprego de sanções.

            As normas jurídicas são bilaterais e coercitivas, ou seja, ao mesmo tempo em que impõem deveres confere direitos, sua coercibilidade se dá no fato de que a norma deve ser cumprida independente da vontade do indivíduo, imposta uma sanção caso seja desrespeitada.

            Os costumes são convicções subjetivas ou psicológicas de obrigatoriedade comportamental representando valores essenciais do indivíduo, necessários à melhoria do convívio social.

Enfim, os costumes, a moral e a ética são princípios permanentes e universais. Na norma jurídica estão contidas todas as outras normas e os costumes associados ao poder coercitivo do Estado.

Uratinai Ketlis
1º Período de Direito - Noite
FIS

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ética, Direito e Política


A política, de acordo com a etimologia da palavra, tem como finalidade encontrar a melhor organização para uma sociedade, estabelecendo-lhe um conjunto de objetivos de ação comuns, regras e princípios relacionamento entre os seus membros de forma a aumentar o Bem Comum e evitar os conflitos internos.

O Direito, isto é, o conjunto de normas (leis do Estado) regula não apenas as relações pacíficas e solidárias entre os membros de uma dada sociedade (os cidadãos), mas estabelece também as formas de punição dos que as não acatam. Neste sentido, toda a Teoria Política e Direito pressupõe um dado modelo de cidadão e de comportamento socialmente aceitável. O que infringir as normas estabelecidas, se sujeita a ser punido pelo Estado.

Embora o Direito e a Moral surjam como fatores condicionadores e orientadores do comportamento dos indivíduos, possuem, contudo muitas diferenças entre si.

As normas morais só são aceites e cumpridas quando as pessoas estão intimamente convencidas da sua justeza. As normas jurídicas (impostas pelo Estado) tem um carácter de obrigatoriedade, nem todas as pessoas que as cumprem estão convencidas da sua justeza. As sanções pelo seu não cumprimento também são muito distintas. O não respeito das normas morais apenas trás como consequência a reprovação social e eventualmente à marginalização. Pelo contrário, o não respeito de uma norma jurídica pode implicar a prisão ou punições mais graves.

 As normas morais não estão codificadas (escritas), ao contrário do que acontece nas normas jurídicas que se apresentam sobre a forma de códigos, leis e outras formas oficiais.

 A Moral possui um âmbito muito mais vasto que o Direito. A moral abrange todo o tipo de relações humanas, o Direito centra-se apenas naquelas que são consideradas vitais para o regular funcionamento da sociedade.

 A Moral, a Política e o próprio Direito, em termos genéricos, comungam todos dos mesmos objetivos: Estabelecer e fundamentar um conjunto de princípios e normas comportamentais que permitam evitar ou diminuir os conflitos nas relações entre as pessoas, possibilitando a criação de sociedades mais harmoniosas. É por esta razão que muitos filósofos os tratam como instrumentos de domesticação dos seres humanos. A própria religião, como razões similares, é igualmente incluída neste grupo.



A necessidade da regulação das relações humanas, através de normas jurídicas, surgiu em consequência da crescente complexidade das sociedades, dado que as normas morais se revelaram muito frágeis para o fazerem.
Com o Direito surgiu também o Estado, não apenas para garantir a aplicação, fiscalização destas normas, mas também para concretizar todos os fins que a sociedade assumiu como bons.



Direito como Fato Social


O Direito tem a sua base na sociedade e ele não pode ser apartado da sociedade porque essas duas coisas estão intrinsecamente ligadas. O direito tem uma base que é essencialmente social e sem entender o movimento da sociedade e sem entender o Direito nós não conseguimos entender a relação que eles estabelecem entre si.

 E a sociologia jurídica procura saber exatamente me que medida se dá à relação feita entre a sociedade e o direito, de que maneira a sociedade é condicionada pelo Direito e de que maneira o Direito condiciona a sociedade.

 Condicionar significa interferir, influir fazer com que o Direito ou a sociedade hajam de uma determinada maneira, ora nós sabemos que as normas jurídicas impõe um padrão de comportamento para todos nós, as normas jurídicas tem essa finalidade de regrar a vida social.

 Portanto toda vez que se institucionaliza um conjunto de normas toda vez que se instaura alguma lei, essa lei tende a reger a sociedade, portanto o Direito acaba interferindo no comportamento que as pessoas tem na sociedade.

 O Direito condiciona a realidade social e a realidade social condiciona o Direito?

Se nós dissemos que o Direito ao formular determinadas normas ao estatuir determinadas leis moldam o comportamento das pessoas nós podemos dizer que a realidade social tudo aquilo que acontece na sociedade acaba por condicionar também o Direito.

 A sociedade interage com o Direito e é influenciada por ele, toda vez que nós estabelecemos uma lei e mostramos para a sociedade que ela deverá seguir aquilo nós estamos mostrando que há um tipo de comportamento a uma expectativa de comportamento que aquelas pessoas devem seguir.

 Então o Direito acaba condicionando a realidade social e a realidade social como será que ela acaba interferindo no Direito?

Ora se nós dizemos que o Direito é um produto social que ele não pode ser apartado da sociedade, que ele tem a sua base no movimento da sociedade como que a sociedade influência o Direito?

Os costumes, a cultura quando tudo isso passa a ser positivado já não pertence mais aquele plano das normas informais, deixaram de ser costumes e passaram a serem normas, perderam aquela especificidade de algo informal de estar na sociedade sem receber uma positivação.

Na medida em que eles recebem essa positivação eles passam então a categoria de algo que é essencialmente jurídico.

 A qualquer movimento que exista na nossa sociedade, a qualquer alteração que exista na sociedade há uma influência direta ou indireta na base jurídica.

 E tudo isso naturalmente haver com algo que é importante que essa relação entre o Direito e a sociedade deve ser estudado de forma meticuloso pois se trata de realidades que muitas vezes são distintas.

Exemplo eu não posso querer comparar a relação entre o Direito e a sociedade do Brasil com relação entre o Direito e a sociedade na França, porque cada país tem uma relação distinta entre si.

Cada sociedade tem uma coisa que é específica, tem um movimento que é específico e o Direito vindo dessa sociedade deve acompanhar a sociedade.

 Entramos num problema que é a tentativa de se tentar transferir para o Brasil um sistema jurídico que diz respeito a uma outra sociedade é aquela tentativa de se tentar transplantar para o solo brasileiros valores, características, cultura que não são íntimas da nossa relação.

Todas as vezes que alguém quer transplantar valores que não são da nossa realidade para o nosso país, ficamos então com um sistema jurídico canhestro, ou seja, um sistema jurídico que não está adequado com a nossa realidade. (exemplo pena de morte).

 Função da normatividade jurídica tem as seguintes características:

Educativa: ainda que nós não tenhamos acesso ao conteúdo das leis temos noção do que se passa porque essas leis nos interessam.

Conservadora: exemplo o divórcio no Brasil, demorou muito para ser aceito.

Transformadora: toda vez que a norma é editada é promulgada é passa ter eficácia ela transforma a vida da sociedade ela educa, ela pode conservar e ela pode transformar.

Exemplo entre a economia e o Direito quando as leis trabalhistas foram instituídas, 13º salário a realidade das produções das fábricas teve de se adequar ao ritmo a nova normatividade que estava nascendo.
 

A TRIDIMENSIONALIDADE DO DIREITO: EFICÁCIA, FUNDAMENTO E VIGÊNCIA.


Nesta aula trataremos sobre a especificidade da norma jurídica a sociologia jurídica tem a intenção de entender a relação entre a normatividade jurídica, ou seja, o universo do direito e o universo social, o sociólogo jurista é aquele que está disposto a entender como se dá essa relação entre o direito e entre a realidade da sociedade, ou seja, a realidade social.

A tridimensionalidade do Direito são as três perspectivas pelas quais a realidade jurídica deve ser observada. O objeto material da tridimensionalidade do Direito é o próprio Direito.

O 1º enfoque sociológico feito pela sociologia jurídica;

O 2º enfoque é aquele feito pela filosofia do Direito;

O 3º enfoque é feito pela dogmática jurídica (axiologia ou ciência do direito).

O objeto formal da sociologia jurídica é o fato, o da filosofia do direito é o valor e o da dogmática jurídica é a norma.

 A sociologia jurídica preocupa-se com o fato social as três características do fato social são exterioridade, coercitividade e generalidade é justamente a preocupação da sociologia jurídica ela está preocupada com o fato que acontece na sociedade é matéria de estudo formal da sociologia jurídica. Tem com grande preocupação a eficácia das leis.

 A filosofia do Direito está preocupada com o valor, preocupa-se com aquilo que deve receber um juízo de valor, os filósofos não tendo a tarefa de fazer procedimentos científicos estão preocupados apenas em valorar as coisas em atribuir aos fatos um determinado valor, daquilo que é benéfico, que é justo, o que é moral.

 A dogmática jurídica é aquela que está preocupada com a norma, significa que o intérprete do direito está preocupado com as questões técnicas ligadas ao ordenamento jurídico, os juristas estão preocupados com o funcionamento interno do sistema jurídico, com as questões processuais, com as normas, as leis enfiem com questões que dizem respeito à esfera jurídica.

 Duas razões fundamentais para que uma lei tenha eficácia, a primeira é quando a lei cumpre os objetivos para os quais ela foi estatuída, quando há um cumprimento prescrito na lei, segunda é a adequação da lei a realidade social daquele momento.


O OBJETO DA SOCIOLOGIA JURÍDICA: A EFICÁCIA NORMATIVA


Podemos identificar aquela norma que é ineficaz recorrendo a uma consulta da jurisprudência nos últimos cinco anos uma determinada norma foi aplica muitas vezes ou nenhuma vez, chegamos então a conclusão que aquela norma está em desuso ela não está sendo usada.

 Artigo 217 do Código Penal crime de sedução, tem que haver duas condições necessárias para configurarem o crime de sedução inexperiência e justificável confiança embora essa norma tenha vigência, mas não é dotada de eficácia temos que nos ater a dois pontos básicos o tempo e o espaço.

Quando nós pensamos a respeito do tempo precisamos entender que essa norma foi feita em 1.940, portanto essa norma foi determinado contexto no qual a sedução era algo viável pela sociedade como algo que devia ser punido passado então 60 anos a sociedade muda a concepção que se tem do crime de sedução.

 Porque na década de 40 imaginava-se que aquela menina que havia sido seduzida por um galanteador qualquer teria sua vida arruinada, uma vez tendo sido deflorada ela não teria mais as possibilidades de ter uma vida considerada como digna naquela sociedade.

Então um fato de haver uma conjunção carnal com uma menina que era virgem acabava por estragar toda a vida dela, o sujeito que possibilitasse que isso acontecesse deveria ser punido, o homem, portanto é o sujeito ativo desse crime. Esse crime é de ação privada significa que só a pessoa pode denunciar.

Inexperiência de uma menina de 14 anos diz respeito a inexperiência da vida, relativamente as coisas do sexo, então uma menina que fosse inexperiente poderia denunciar esse rapaz por crime de sedução.

Em relação ao tempo, os costumes sociais eram diferentes dos nossos, uma menina que tinha entre 14 e18 anos não tinham a mesma liberdade que uma menina tem hoje ela não saia para namorar altas horas da madrugada, na ia a buates, não ia a motéis, portanto a menina podia ser vista como inexperiente. A questão sexual era um tabu, muitas dessas meninas sequer sabiam o que era menstruação, nem sabiam como engravidar pois o assunto não era discutido no seio da família e a matéria sexual não era divulgada na mídia.

 Hoje uma menina entre 14 e 18 anos e comparem uma menina de 14 e 18 anos na década de 40 essa menina de hoje já discute sexo com a sua família porque o sexo já não é mais motivo de vergonha, não é mais motivo de tabu ela tem informações a respeito da matéria sexual, tem também informações sexuais pela mídia, rádio, internet, as novelas hoje sobre tudo a REDE GLOBO são mestres em insinuar durante o programa da própria novela.

 Significa que a inexperiência hoje em dia não pode ser atribuída a uma menina dessa idade, ninguém pode alegar que uma menina que vai ao cinema,vai a boate, fica até altas horas na rua, viaja com o seu namorado, possa ser considerada inexperiente.

 EFEITOS SOCIAIS, EFICÁCIA E ADEQUAÇÃO INTERNA DAS NORMAS.

 Três formas pelas quais podemos ver as relações entre as normas e a sociedade, a primeira é os efeitos sociais da norma, toda vez que uma norma é promulgada existe um efeito social, a segunda é a eficácia, e adequação interna da norma jurídica.

Um efeito social da norma jurídica é tudo aquilo que acarreta um efeito a partir do momento em que a norma é estatuída, exemplo uma discussão a respeito de uma norma jurídica é um efeito social.

Eficácia da norma existe duas formas da lei ser eficaz uma que corresponde a eficácia do preceito e a eficácia da sanção, a norma para que seja eficaz não é necessária que ela se faça cumprir mediante imposição do Estado.

 A eficácia do preceito existe uma norma que diz que não pode avançar mais de 100 km na estrada se eu cumpro essa norma não ultrapassando o limite essa lei foi eficaz e eu não precisei receber multas, não precisei receber sanção nenhuma do Estado.

A eficácia da sanção é quando eu ultrapasso o 100 km e sou punido pelo Estado, a lei foi eficaz na medida em que ela me puniu.

 Adequação interna das normas jurídicas é quando a finalidade social da norma é realizada na prática, quando aquele objetivo do legislador ao estatuir a norma foi cumprido na prática, a eficácia é a finalidade social.
 
Normas que são eficazes porque contém um preceito que é respeitado pelos seus destinatários e normas são eficazes porque as pessoas são punidas ao infringirem essa determinada norma.